6 Lições para reduzir o stress das negociações

6 Lições para reduzir o stress das negociações

Reduzir o stress nas negociações, quem nunca desejou isto? Trabalho há muitos anos com gestão, em diferentes níveis hierárquicos, nos últimos anos tenho me dedicado a desenvolver uma Startup. Resolvi listar seis das lições que aprendi ao longo da vida e que tem me ajudado muito a executar as atividades da minha Startup.

1 – Ninguém é obrigado a prometer nada, mas depois que promete, é obrigado a cumprir:

Acredito piamente que somos donos do nosso tempo, das nossas ações, atitudes e crenças. Ninguém pode nos obrigar a fazer nada, assim como também não temos o direito de obrigar ninguém a nada.

Mas, depois que prometemos a situação muda de figura, agora somos obrigados a cumprir, assim como aqueles que se comprometem conosco. Cumpra e exija que cumpram, assim você conseguirá avançar bem.

2 – Combinado não é caro:

Esta lição tem correlação com a anterior. Com isto entendo que a partir do momento em que combinamos/prometemos prazos de entrega, datas, horários, funcionalidades, tarefas, documentos, pagamentos, etc…, somos obrigados a cumprir.

A questão é que, se o prazo for curto, erramos em ter feito um mal dimensionamento e combinamos mal, mas agora temos apenas duas opções, cumprir ou, com bastante antecedência renegociar os prazos. Mas, aí, vai depender da nossa competência em renegociar ou da benevolência do nosso parceiro.

Via de regra, pense antes de acordar, depois, cumpra, e exija que cumpram, existe maneira melhor do que esta para reduzir o stress das discussões desnecessárias?

3 – Quando comprar uma vaca, certifique-se que o rabo esteja no contrato:

Um pouco rural esta, não é?

Bem, nós Brasileiros temos a mania de não registrar o que fazemos/acordamos e, não raro, acabamos tendo problemas quando as coisas não acontecem como esperamos. Isto acontece por diversas razões, desde expectativas não consensualizas, até má fé por uma das partes envolvidas.

Quando terminar a negociação, seja ela qual e com quem for, registre o acordo em detalhes para que quando surgirem as dúvidas se tal funcionalidade estava ou não prevista, ambos possam consultar o mesmo documento e, sem desconfianças e brigas, chegarem à conclusão do que tinha sido combinado.

Lembre-se de que antes do casamento um diz para o outro: “Meu bem, meu bem”, e quando se separam, só sobra: “Meus bens, meus bens.” O que está escrito, se bem feito, não gera discussões nem brigas desnecessárias.

5 – Para reduzir o stress é melhor ser feliz do que ter razão:

Muitas vezes vale a pena perder a discussão mas ser feliz.

Vale sempre avaliar qual o benefício em ter a última palavra.Certas pessoas não aceitam nunca que sejam contrariadas, mesmo que não tenham razão, e todos nós não gostamos de sermos contrariados mesmo tendo certeza que estamos certos.

Reflita se o que você está discutindo/acordando realmente faz diferença, se é imprescindível que a sua opinião seja a dominante. Caso isto não afete o resultado do objetivo da negociação, simplesmente aprenda a ser superior, ceda e seja feliz.

6 – Deixe pensar que mandam mais, desde que façam o que você acredita:

Mais uma vez uma lição que complementa a anterior.

Muitas pessoas precisam demonstrar aos outros que a vontade deles é a que sobressai, a que vale. Isto é particularmente muito frequente em negociações dentro da empresa, entre funcionários, colegas e até sócios.

Se você for hábil, poderá conseguir o que você acredita ser melhor, sem contudo ter a última palavra. Falar alto, querer que só sua ideia valha não garante a execução.

Querer ter o ego sempre inflado e que pensem que sua vontade foi feita, não resolve problema nenhum, e muitas vezes basta você demonstrar com as palavras do interlocutor a sua ideia e deixar que pareça dele para que o objetivo seja alcançado.

São lições simples mas que lhe ajudarão muito a reduzir o stress que acompanha nosso dia-a-dia e certamente lhe deixarão mais feliz e, o mais importante, que sua empresa deixe de fazer parte das estatísticas de ser apenas uma ideia e passe a fazer parte daquelas que executam e decolam.

Sucesso!

 

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