A gourmetização do branding

A gourmetização do branding

Leite condensado, chocolate em pó, manteiga e alguns minutos em fogo médio. A receita mais pura e verdadeira do brigadeiro. Algum gênio resolveu fazer experimentos e misturou pistache, nozes ou creme de avelãs, aumentando o valor agregado e quadriplicando  o preço. Justo, não?

Isso, num mercado criativo como o nosso, virou um negócio: adicione 15g de chocolate belga na receita, faça uma embalagem com arabescos e pronto: você quadriplica o valor daquela maravilha. Que não é o brigadeiro gourmet.

A mesma coisa acontece com o branding. Estudo o assunto há anos, e decidi, há algum tempo, parar de falar que trabalho com isso. Simplesmente porque vejo muito projeto de “logo” sendo apresentado pro cliente como branding.

Branding, ou gestão de marcas, ou o que você prefere chamar, não é “logo”. Não é campanha. Eu prefiro dizer que promovo mudanças. Eu gero, através da minha empresa, impactos positivos no mundo. Eu repenso modelos de negócio.

Recebemos muitas startups na Glóbulo em busca de uma marca, ou de um nome, ou de embalagens. Em meia hora de conversa elas descobrem que há muito mais a ser feito. Como a sua marca se comporta com o seu público? E com os possíveis investidores? O que há além da qualidade, inovação e do “novo conceito”?

A primeira pergunta que faço para um empreendedor é: O que o mundo perderia se sua empresa morresse amanhã? Se os seus clientes não perderiam nada, ou se perderiam um fornecedor, um site, um aplicativo, então é hora de repensar a sua marca. E pra isso, meu caro, só tem uma receita.

 

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