A startup e sua escolha do modelo de negócios: B2B ou B2C?

A startup e sua escolha do modelo de negócios: B2B ou B2C?

Pode ser considerado até presunçoso afirmar qual o modelo de negócios ideal para uma startup. Afinal, não existe resposta pronta para essa dúvida. Aliás, antes do modelo de negócios, é preciso saber qual a proposta de valor da empresa e qual solução esperada pelo mercado ela pretende apresentar.

Os modelos B2B e B2C têm características bem distintas na postura da empresa quanto a vários processos como planejamento, abordagem de vendas e marketing.

Vamos ver os modelos de negócios mais conhecidos?

  • B2B, business to business: é quando uma empresa tem outras empresas como público-alvo para suas relações de negócios;
  • B2C, business to consumer: o consumidor final é o público-alvo das vendas de produtos ou serviços de uma empresa;
  • C2C, consumer to consumer: é quando ocorre negociação direta entre os próprios consumidores. A participação da empresa ocorre apenas como um facilitador da negociação, sem envolvimento quanto ao fornecimento de produto ou serviço. Como referência, o exemplo típico a mencionar é o Ebay;
  • B2G, business to governement: compreende os organismos públicos como alvos do negócio da empresa. Licitações e pregões eletrônicos são exemplos.

Empreender sem precipitações

Empreendedorismo não é uma atividade fácil. Uma pesquisa divulgada este ano pela Allmand Law, mostrou que cerca de 90% das startups de tecnologia não resistem aos primeiros anos. Você quer tirar uma ideia do papel, mas ainda não sabe como iniciar uma startup? Não comece sem prever seus passos – e vá para a rua estar cada um deles. O planejamento adequado é parte essencial no desenvolvimento de um negócio de sucesso, mas só planejar sem executar não vai fazer uma ideia sair do papel.

Preferência e adequação

A preferência por B2B ou B2C é algo particular. Cada especialista tem uma visão e tese própria sobre o tema. Como não existe um roteiro infalível para a criação de uma startup, talvez seja mais natural dizer o que não fazer.

Uma tese interessante sobre a escolha do modelo de negócios é defendida por Ken Sundheim, fundador da KAS Placement Recruitment and Staffing. A sugestão de Ken Sundheim para o empreendedor de primeira viagem é ficar longe do B2C e escolher o B2B baseado em serviços. Ele acredita que é difícil uma startup acertar logo na primeira empreitada, e o modelo B2B baseado em serviços é mais flexível para uma eventual necessidade de mudança no direcionamento da empresa. A própria empresa KAS, inicialmente, trabalhava com serviços que não a levaram a ter o resultado esperado. Por ser um B2B de serviços, Ken Sundheim diz que a empresa pode construir uma transição tranquila para um outro serviço. Sundheim ainda cita que as empresas devem evoluir de acordo com a demanda de mercado, e, quando uma empresa baseada em B2B de serviço precisa mudar, é muito mais barato e prático.

O pensamento de Ken Sundheim está alinhado ao lean startup, metodologia que defende um planejamento dinâmico, com real experimentação dos propósitos da empresa em relação ao sentimento de potenciais clientes, parceiros e do mercado como um todo.

Caso a caso

Sundheim tem sua convicção, porém cada empreendedor deve tentar encontrar seu próprio caminho. Para encerrar, vejamos o exemplo de duas empresas com propostas diferentes, ambas no segmento de EAD, Educação a Distância.

Direcionado aos alunos, o EasyAula, com seu modelo B2C, através de uma plataforma de educação on-line, oferece conteúdo de qualidade em cursos. Já o nosso Edools.com, voltado para as empresas (modelo B2B), oferece uma solução tecnológica para as instituições que comercializam conteúdos. O Edools é um exemplo bacana por ser uma solução desenvolvida a partir das nossas próprias necessidades aqui na Bizstart, como resposta para o problema de se integrar publicação, gerenciamento, e-commerce, marketing digital, CRM, finanças e recursos práticos de EAD em um mesmo ambiente de trabalho.

Qual o melhor? Tudo depende do público-alvo que a empresa quer atingir, da experiência que os empreendedores têm no mercado e até do volume de investimento disponível. Cada caso é um caso.

E no seu caso, que modelo é melhor para a solução que sua startup oferece? Vamos continuar essa conversa nos comentários!

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