Ambientes criativos para profissionais criativos

Ambientes criativos para profissionais criativos

Quem já trabalhou em empresas tradicionais, do tipo que seguem dress code e manual de conduta, sabe como ir para o trabalho pode, definitivamente, não ser a hora mais feliz do dia. A gravata parece mais uma corda enrolada no pescoço e o trajeto até o computador uma penosa caminhada até a forca.

E como alguém consegue se manter criativo, produtivo e plenamente satisfeito nutrindo uma rotina diária de morte? Pois eu proponho o oposto: dar vida à criatividade, e isso já começa pelo ambiente de trabalho.

Criatividade é sinônimo de mais produtividade. E mais produtividade significa bom rendimento profissional. E a pessoa que trabalha bem, precisa ser valorizada. Afinal de contas, gente feliz trabalha melhor.

Você sabia que funcionários que atuam em ambientes agradáveis tendem a utilizar mais a parte direita do cérebro e que isso estimula a imaginação criativa e a facilidade de memorização?

Talvez esse seja o grande diferencial do trabalho criativo em startups para o processo de empresas que limitam a atuação profissional a uma baia com computador conectado à internet e uma máquina de café no fim do corredor. Trabalhar precisa ser prazeroso e estimulante. Caso contrário, passamos a nos empenhar menos, produzir menos e nosso nível de criatividade vai a zero.

Para empresas mais novas, como a Spotify, o desejo de liberdade e a valorização profissional se transformou em oportunidade para inovar e criar ambientes inspiradores para seus colaboradores.

Eles não possuem o maior espaço do mundo e nem isso foi desculpa para deixar a qualidade do ambiente de trabalho para depois. Medidas simples como dividir bem os espaços com paredes de vidro interativas, área dedicada a concentração, sala de reunião e uma mesa para lazer ou descanso quebram a seriedade do ambiente ao mesmo tempo que estimulam a criatividade e incentivam a produtividade.

Eu e o pessoal da Chimps ponderamos uma série de coisas antes de decidir sair de um coworking para uma sala comercial. A sede da Aerochimps precisava refletir essa cultura de liberdade para criar.

Para que isso acontecesse, levamos alguns critérios em considerção, como flexibilidade de horário, autonomia na forma de trabalhar, produtividade e alternativas para lidar com bloqueios criativos e pausas, além de um ambiente convidativo que mantivesse a cultura de interação entre os membros do time.

Flexibilidade e autonomia

Horário de trabalho flexível mais a possibilidade de trabalhar de outros locais ou de intercalar trabalho e lazer são formas simples, que só dependem da boa vontade do gestor e do comprometimento de cada um para darem certo.

Além de manter a equipe mais distante do estresse e deixar as pessoas mais satisfeitas com o local de trabalho (e até com a profissão), a flexibilidade de horário é ótima para aqueles dias em que você sabe que não vai render nada de manhã, mas tem certeza que estará bem mais produtivo à noite, por exemplo. Quando há uma qualidade bacana no trabalho e os prazos correspondem à programação, não existe razão para manter os funcionários em baias como se fossem pequenas redomas.

Concentração e produtividade

Cada pessoa tem o seu jeito de trabalhar e utiliza métodos próprios para se manter concentrado. Enquanto um escuta black metal para escrever código, o outro prefere dividir bem os momentos de trabalho e a hora de lazer. Enquanto isso, tem outra pessoa materializando o pensamento em post-its grudados na parede.

Essa individualidade dever ser respeitada, até porque a bagunça organizada faz bem para as mentes criativas. E a tão desejada inovação não vai sair de dentro de uma caixa, vai?

Os limites e as liberdades são definidos conforme o ramo do negócio e o perfil da empresa. Uma chopeira pode não combinar com um escritórios de advocacia, mas uma espreguiçadeira cumpre muito bem a função de servir como um espaço de descanso e relaxamento.

Pausas liberadas e incentivadas

Uma pessoa consegue se manter concentrada, em média, durante 45 minutos contínuos. Tem gente que consegue menos que isso e tem pessoas que, se deixar, passam o dia inteiro olhando para a tela do computador sem nem se lembrarem que é preciso piscar de vez em quando.

Pausas são necessárias para oxigenar o cérebro, processar as ideias e abrir espaço para novos insights. Por isso, incentivá-las e manter um espaço próprio para isso é ótimo para o time.

Para quem não tem o orçamento da Google, como a gente, uma mesa de ping pong, um local separado da mesa de trabalho, com pufes, TV e video game — ou até mesmo uma mesa redonda para jogar baralho — servem como ambientes de distração, além de incentivar a interação entre o time e ajudar com o temido bloqueio criativo.

Pode ser uma parede cheia de personalidade, um quadro de vidro livre para anotações e desenhos, ou uma sala de descanso com várias almofadas jogadas no chão. Quem disse que criatividade tem limite não sabe do que está falando.

Imagem de capa: Projeto ‘Free Desk Here’ convida agências a oferecerem mesas gratuitas para criativos – Portal Pitanga

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