Cansado das filas na hora de sair da balada? Conheça o Mobipass

Cansado das filas na hora de sair da balada? Conheça o Mobipass

Hoje tenho o grande prazer de publicar um pouco da história do amigo e empreendedor Eduardo Pires, co-fundador do Mobipass. Para quem ainda não conhece, o Mobipass é uma nova forma de pagamento pelo celular que elimina a fila na hora de pagar para sair das boates e restaurantes. Com sede em Recife, a empresa está em fase de expansão para outras capitais para oferecer o benefício de “furar fila” a todos os baladeiros do Brasil.

Depois dessa breve apresentação, vamos direto para a história do Eduardo.

Eu sou Eduardo Pires, recém-formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco. Desde meados da graduação, venho me envolvendo em atividades ligadas ao empreendedorismo, mas até então ainda não tinha iniciado experimentações com o mercado.

No início de 2012, Bruno Iglesias, um amigo dos tempos de colégio, trouxe para mim a ideia do Mobipass (na época ainda não tinha nome). Ele, prestes a se formar em Administração, estava amadurecendo a ideia para colocá-la no mercado. Na época, eu estava empregado trabalhando com desenvolvimento de software, e fazia parte do Grupo de Pesquisa em Empreendedorismo Científico na Universidade. Tomei a decisão de sair do meu emprego, e entrar de cabeça nessa iniciativa.

Como jovens que gostávamos de sair à noite, nos deparamos várias vezes com filas imensas na hora de sair de casas noturnas. Foi dessa necessidade que surgiu a ideia do Mobipass para agilizar o pagamento nas boates e restaurantes e eliminar as filas. Para isso, implementamos um modelo de negócio que envolve pagamentos pelo celular e relações comerciais entre os diversos atores já existentes nesse mercado.

Essa ideia de agilizar os pagamentos não é nova. Ela garantiu a premiação principal na Campus Party 2011 a uma empresa de amigos nossos também formados na UFPE. Entretanto, eles sentiram a necessidade de pivotar o negócio, devido às imensas dificuldades que hoje enfrentamos. Mas o mercado ainda permaneceu com a oportunidade escancarada, e hoje o Mobipass desponta como o pioneiro em pagamentos pelo celular entre as casas noturnas e restaurantes do Nordeste.

Hoje a empresa é composta por nós dois, Bruno e Eduardo, com competências diferentes que se complementam. No desenvolvimento inicial da solução ainda contamos com amigos desenvolvedor e designer que contribuíram com a qualidade do produto.

O Mobipass já está em funcionamento em algumas casas noturnas de Recife. Estamos distantes de sermos considerados um sucesso, mas não há nada mais recompensador do que ver a felicidade no rosto dos nossos usuários e dos nossos parceiros, por trazer um benefício real para todos eles.

Nesse tempo, viemos aprendendo a importância de ouvir e observar todos os envolvidos no negócio. Não é uma tarefa simples, mas é fundamental não nos voltar somente para o produto, suas funcionalidades e esquecer que ele faz parte de um ambiente muito maior e que envolve pessoas, suas emoções e expectativas.

Nosso objetivo é vencer as dificuldades inerentes da criação de um novo negócio, para conseguirmos levar o Mobipass a todas as casas noturnas do Brasil.

Em paralelo à decisão de sair do meu emprego e me arriscar por inteiro com um novo negócio digital, tive a oportunidade de fazer dois cursos à distância da Bizstart: Modelos de Negócio e Lean Startup, com Maurilio Alberone e Rafael Carvalho. Só pra que se tenham uma ideia do quanto foram importantes, foi um dos cursos que me fez decidir pelo tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso, na área de Modelos de Negócio.

As conversas com ambos (Maurilio e Rafael) tanto on-line quanto presencialmente, em duas oportunidades de encontrá-los aqui em Recife, foram enriquecedoras, tanto na minha carreira profissional quanto nas reflexões para o negócio.

Hoje, a empresa Mobipass é parte do Manguez.al, uma comunidade de startups do cenário pernambucano, composta de várias empresas aprendendo e desenvolvendo seus modelos de negócio, já conquistando muitos resultados importantes. A interação com outros empreendedores é muito importante, porque você consegue extrair vários pontos de vista sobre outros negócios que lhe ajudam a lapidar a sua empresa.

Uma lição que fica desses meses de operação é que os novos empreendedores devem buscar sustentar-se com o mercado. Investidores-anjo e fundos de investimento são parte importante nesse processo, e ajudam principalmente na fase de maturação e escalabilidade. Mas, ampliar a carta de clientes, oferecendo benefícios que eles precisam ter ou oferecer, é o que deve nortear o dia-a-dia do trabalho das startups. Muitas delas se perdem por ter como principal objetivo angariar uma rodada de investimento sem ao menos ter ouvido o que os clientes ou potenciais clientes pensam.

Conselho, é muito importante, sim. Dinheiro, sem dúvida. Aplicar um modelo de negócio rentável é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa. Mas o objetivo da empresa deve ser colocar sorrisos no rosto dos clientes e usuários, fazê-los se sentir melhores, satisfazê-los. Se uma startup consegue extrair esses sentimentos dos clientes, mais cedo ou mais tarde ela vai encontrar o jeito certo de obter retorno financeiro do negócio.

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