Casa de ferreiro, espeto de ferro mesmo – Vaidade na Bizstart

Casa de ferreiro, espeto de ferro mesmo – Vaidade na Bizstart

Aqui na Bizstart a gente tenta sempre fazer jus à frase “Casa de ferreiro, espeto de ferro mesmo”. Vocês lembram do meu post sobre métricas de vaidade? Se você não lembra ou não leu, dê uma olhada lá!

Resumindo, eu falei isso (baseado em Eric Ries, claro): “As Métricas de Vaidade são dados usados para medir o desempenho da empresa, mas  que tem pouca utilidade real e levam o empreendedor a tirar conclusões precipitadas – ou mesmo nenhuma conclusão.”

E mais: ” Esse tipo métrica nos leva a um comportamento natural: quando os números são positivos, associamos às nossas ações; quando são negativos, a falha vem do trabalho de outros.”

Então, aconteceu uma coisa aqui na Bizstart que logo me inspirou a escrever esse post. Aconteceu isso:

 

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UOUUU, os likes da nossa fanpage aumentaram atomicamente em dois dias!! Que gráfico bonito. Mas o que isso significa?

Bem, nada. Quero dizer, quase nada. Ou melhor: pode significar, se você não cair na armadilha que isso esconde.

É um típico exemplo de métrica de vaidade. Monitorar seus números em redes sociais é prática comum. Dependendo do seu negócio, pode ser uma métrica fundamental. Mas veja bem: em uma primeira impressão, esses resultados não nos serviram para nada – a não ser nos deixar bobos e felizes por uns dias. Acredite, nós ficamos – mas não nos deixamos levar por isso.

Isso significa que a gente não se importa com nossa base de fãs do Facebook? Não, claro que não (é sério gente, nós te amamos). A partir do acontecimento, vamos criar o cenário hipotético:

Primeiro, a reação natural que esse tipo de informação costuma causar, em dois exemplos.

O cara do Marketing: “Sensacional! Nossas ações nas redes pra aumentar o engajamento social tem dado ridiculamente certo. Minha equipe é realmente incrível.”

O desenvolvedor: “Caraaaaaca, os plugins sociais novos do blog arrebentaram! Incrível, sensacional.”

Deu pra entender a ideia aqui? Como eu falei, métricas soltas e sem muito controle, quando positivas, são associadas imediatamente às nossas próprias ações. Isso causa mais confusão do que clareza para tomada de decisões da empresa.

O que fazer então para tirar proveito real das métricas? Elas devem estar sempre associadas à ações e hipóteses. Exemplo:

O cara do Marketing: Tenho a hipótese de que a ação X irá aumentar consideravelmente o engajamento dos usuários nas redes sociais.

O desenvolvedor: Eu tenho a hipótese de que instalar o plugin Y no nosso blog irá aumentar o engajamento dos usuários nas redes sociais.

Resultado: Eleja sua métrica e faça uma coisa de cada vez. “No sprint de uma semana, faremos a ação X e monitoraremos nosso número de likes para medí-la. Em um outro sprint, instalaremos o plugin Y e monitoraremos a mesma métrica.”

  • Temos uma hipótese relacionada a uma ação: Ação X/ Plugin Y irá aumentar o engajamento social dos usuários.
  • Temos uma métrica para medir e testar ambas as hipóteses: Número de likes da fanpage.

Ao final dos dois sprints, temos uma visão clara dos resultados de cada uma das ações. Temos também informações bem mais sólidas para basear as decisões.

Esse conceito, aqui exemplificado pelos likes do Facebook, são aplicados à QUALQUER tipo de métrica que pretenda ser realmente útil para uma startup.

Fuja das métricas de vaidade!

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Vamos terminar nossa história. Não foi muito difícil descobrir o causador do nosso boom de likes. Nossa fanpage saiu em um grande portal (mãe, estamos na Exame!), o que atraiu um tráfego bem grande para o nosso Facebook. Saber a causa da explosão dessa métrica deixou as coisas mais claras para a gente. Mas, o mais importante, gerou um ótimo caso para falarmos do assunto!

Finalizando: se você ainda não é nosso fã no Facebook, dê um like lá pra ter nosso conteúdo no feed! Se você já curtiu a gente, ainda estamos em tempo para a imagem que rolou na nossa página uns dias atrás :)

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