Começar um marketplace não é uma tarefa simples

Começar um marketplace não é uma tarefa simples

Todo mundo fala que a parte mais difícil de qualquer negócio é o começo. Mas essa afirmação é especialmente verdadeira no caso dos marketplaces. Um marketplace é uma solução que conecta compradores e vendedores que, de outra forma, teriam dificuldade em se encontrar. Alguns exemplos desse modelo de negócios no Brasil são:

  • Tex.do: plataforma que conecta redatores e empresas que precisam de conteúdo.
  • Beved: solução para cursos e educação. De um lado estão os alunos e, do outro, professores.
  • Kekanto: liga estabelecimentos comerciais (principalmente restaurantes) a consumidores destes estabelecimentos.
  • EasyTaxi: aplicativo que atende, de um lado os taxistas e as cooperativas e, de outro, pessoas que precisam de táxi.
  • Wedologos: conecta designers e pequenas empresas.

O grande desafio de todas essas startups, no início era: como crescer um mercado de dois lados, sem que um deles fique frustrado? Elas tinham o clássico problema do ovo-ou-galinha. Os compradores não visitam o site porque ninguém conhece ainda. Os vendedores não estão interessados porque não há compradores. É pior do que parece, porque é como construir duas empresas ao mesmo tempo.

Como superar esse desafio? Testar com clientes reais é extremamente importante nos estágios iniciais de qualquer empresa. No caso dos marketplaces – é determinante para a que o negócio consiga existir. Mas o esforço vai além dos testes iniciais. Vamos conferir outras dicas sobre como superar as grandes dificuldades de um modelo tão complexo?

1 . Seja simples, para começar

Forneça as features ou serviços mais básicos aos usuários no começo. Desde que os clientes das duas pontas tenham uma pequena quantidade de recursos básicos do seu software ou ferramenta, eles poderão usar e, aos poucos, engajar e até pedir novas utilidades que você sequer havia previsto. Afinal, o desenvolvimento leva ainda mais tempo quando se tem dois públicos distintos para atender.

 2. Foque na qualidade

O que é pior do que ter um marketplace desequilibrado em termos de usuários? Ter usuários de má qualidade já no início. Ter oferta de qualidade, de um lado, atrairá o interesse do outro lado. Além do mais, você ganha em confiança. Como fazer isso? Um a um, de preferência manualmente.

Só porque a automação é a meta não significa que ela é o caminho para começar. O bom da automação é que é eficiente, o ruim é que não permite aprender, porque você não está envolvido no processo. E, no início, a aprendizagem é o que vai tomar a maior parte do seu tempo.

3. Experiência de usuário é tudo

É evidente que o valor de mercado aumenta à medida que o marketplace cresce. Mas no primeiro momento o mercado não é tão grande e você ainda assim precisa entregar valor a ambos os lados. Ao definir as primeiras features a entregar, pense: “qual a principal dor que estamos resolvendo de cada um dos mercados”. É neste ponto que você deve começar – e fazer diferente, surpreender na entrega desse valor. Você quer que as pessoas cheguem até você – mas você também quer que elas voltem e indiquem seu marketplace.

4. Resolva, primeiro, o lado de quem ganha dinheiro

É tipicamente mais fácil resolver o lado de quem oferece o serviço ou produto do que o lado de quem compra. Na Tex.do seriam os redatores, na EasyTaxi, os taxistas. Afinal, a proposta de valor para os vendedores sempre se resume a “você vai ganhar mais dinheiro”, mesmo que isso signifique um novo canal de vendas ou uma maneira de monetizar estoque excedente.

Os vendedores muitas vezes já oferecem seus serviços de outras maneiras – e são, portanto, mais fáceis de acessar e de serem encontrados. Com a proposta certa, dificilmente eles irão ficar de fora.

5. Redobre a atenção no momento de validar os consumidores

Como você vai atrair os consumidores finais (ou empresas) que irão consumir os produtos e serviços oferecidos pelo outro lado do seu marketplace? Se a resposta pronta for SEO, Google Ads e boca a boca, cuidado.

Essa parece ser o principal erro de quem quer tirar um marketplace do papel. Primeiro, é o que todo mundo está fazendo – então são grandes as chances de você acabar como qualquer outro site por aí.

Para ter alguma chance de sucesso no lado comprador, a estratégia precisa ser diferenciada. Parceiros estratégicos, por exemplo, são uma boa ideia. Aproveitar comunidades online que já existam sobre o tema é outra forma de fazer. Construir sua própria comunidade também é um meio, que exige mais dedicação e tempo.

A gente sabe que são muitas outras nuances para fazer um marketplace dar certo. Quais detalhes você destacaria? Deixe seu comentário!

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  • http://gvoz.com.br/ Marcos

    ótimo post, parabens