Como Inovar em Negócios Tradicionais?

Como Inovar em Negócios Tradicionais?

A tecnologia muda de cenário a cada minuto. Para empresas tradicionais, é possível inovar sem perder a sua identidade, e disto depende a sua sobrevivência. A inovação pode surgir através de invenções simples e, na época do faça-você-mesmo, qualquer pessoa pode inventar algo novo. Veja como é possível inovar mesmo em negócios tradicionais.

Como os negócios tradicionais podem se manter no mercado

Uma empresa tradicional pode manter as suas tradições e mesmo assim inovar e fazer a diferença no mercado. Veja o exemplo do caso a seguir:

Conheça o caso de Peter Newell e Joe Felter

Quando o coronel Peter Newell deixou o Exército, ele chegou ao Vale do Silício, a pedido de um amigo e companheiro aposentado, o coronel Joe Felter, um PhD de Stanford que se mudou para Palo Alto e Stanford depois de uma carreira nas Forças Especiais.

Newell aceitou o convite de Felter para participar de uma empresa que ele  tinha estabelecido – a BMNT, que tem por objetivo construir equipes que ofereçam soluções para problemas complexos, com acesso à toda a rede de fornecedores e parceiros que Newell e Felter desenvolveram ao longo de suas carreiras.

Para explorar a inovação do Vale do Silício, a BMNT, em colaboração com o Projeto Defesa Preventivo de Stanford, organizou o Hacking de Defesa (H4D) – uma série de Hackathons (eventos que reúnem programadores, designers e outros desenvolvedores de software cujo objetivo é desenvolver estratégias e sistemas que atendam a um fim específico), para ajudar o Departamento de Defesa a realizar quatro coisas:

  1. Identificar novas idéias que possam resolver os problemas que o militar espera no futuro;
  2. Mapear essas idéias tecnológicas que poderiam ser usadas ​​para resolver estes problemas;
  3. Recrutar as pessoas que podem fazer isso acontecer;
  4. Como envolver o Vale do Silício com problemas desafiadores e construir redes de pessoas para resolvê-los.

O primeiro Hackathon da BMNT, chamado “Hacking Supply Chain”, reuniu diversas equipes de técnicos e usuários para fornecer soluções para as perguntas: Como é possível fornecer tropas que possam ser enviadas em curto prazo e por longos períodos para lugares onde não há bases ou suprimentos existentes? Como podemos criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente e eficientemente possível para nossas forças terrestres implantadas até 2025?

Em última análise, Newell e Felter querem usar a BMNT para criar uma “insurgência” no Vale do Silício, a fim de obter inovação de ponta para as organizações que defendem os Estados Unidos da América. Na realidade, o que a BMNT está tentando é corrigir radicalmente a forma como o Departamento de Defesa adquire novas tecnologias e ideias.

Este exemplo mostra como instituições tradicionais podem inovar com base nas novas tecnologias, modelos de estratégias, técnicas e práticas atuais. Da mesma forma, hoje as empresas podem se organizar em busca de trazer mais inovação para as suas iniciativas.

Inovar pode ser fácil e barato

Existem formas de inovação que não são muito caras, e uma delas é a comunicação. É possível que empresas tradicionais aproveitem a internet como meio de comunicação para potencializar negócios e fazer crescer a sua marca.

Alguns movimentos tecnológicos de estratégia podem servir de exemplo para empresas tradicionais. Alguns deles, são:

  • Lean Startup: A metodologia salienta que os modelos tradicionais de estratégia e gestão estão ultrapassados, pois os processos são demorados e burocráticos, e o investimento em produtos sem garantia de retorno não são aceitáveis dada a competitividade do mercado. O Lean Startup é eficaz porque reduz as incertezas de investimento e permite a criação de protótipos rápidos que evitam desperdício.
  • Movimento Makers: O movimento Makers é uma nova revolução industrial, onde as as pessoas cansaram de esperar por melhorias e inovações em produtos e querem colocar a mão na massa. Makers pregam que pessoas são tão capazes de criar e inovar quanto empresas. Impressoras 3D são exemplos deste movimento do “fazer” que está excitando as pessoas. A ideia de poder fazer a sua própria tinta de cabelo, maquiagem, guitarra ou chocolate, é realmente fascinante. Não precisamos mais terceirizar, esperar ou depender.
  • A Era da colaboração: A troca e o compartilhamento assumem hoje a dianteira. Ao compartilhar diferentes fontes de conhecimento, vindos de lugares e pessoas das mais diversas áreas, cria-se uma força extraordinária capaz de realmente apresentar algo novo.

Como vimos, hoje tudo mudou e as empresas tradicionais precisam estar inseridas neste novo modelo que dita as tendências do mercado. A grande sacada agora é usar o talento pessoal para estimular o conhecimento coletivo, que é o principal transformador e catalisador da inovação.

Baseado neste post originalmente publicado no blog do Steve Blank.

Você conhece outro caso de sucesso para compartilhar conosco? Conte aqui nos comentários.

Next Post:
Previous Post: