Inovação vs. Invenção: Caso Kodak

Inovação vs. Invenção: Caso Kodak

Sua startup é inovadora? Você está à frente no tempo, trazendo mudanças que por vezes nem o mercado consegue absorver ainda? Cuidado. Nem sempre as invenções ou as inovações são uma garantia de sucesso no mercado. Para entender melhor, vamos ver a diferença entre esses dois termos e um caso fail famoso, o da Kodak.

Inventor ou inovador?

Quando pensamos em invenção e inovação, soa como se as duas concepções não pudessem andar separadas, mas a verdade é que elas podem sim. Uma invenção é algo novo, uma criação que traz um benefício coletivo e que leva à conquista de determinado objetivo. Como exemplo, podemos citar a roda, que foi criada com o intuito de levar as pessoas a lugares distantes com maior facilidade. Ela atende a um objetivo específico e traz um benefício para a coletividade.



Já a inovação é a busca por aumentar a eficiência e eficácia de determinado produto, serviço ou processo. Ou seja, a inovação não precisa ser algo totalmente desconhecido, mas sim algo transformado para que a melhoria ocorra ao longo do tempo. Um exemplo de inovação é a transformação das velhas máquinas fotográficas, que precisavam de um amplo espaço para ser manuseadas, para pequenos equipamentos portáteis e de fácil utilização.

O caso da Kodak

Essa inovação no campo da fotografia foi realizada pelo norte americano George Easteman, fundador da Kodak. Com uma tecnologia inovadora para a época, Easteman criou o filme fotográfico. Ou seja, desenvolveu uma invenção que transformaria o mundo para sempre. Sua lição de empreendedorismo é levada para o mundo como um dos maiores sucessos no campo das inovações, mesmo tendo sido engolida pelo mercado décadas mais tarde.

kodak_cameraA Kodak foi fundada por Easteman em 1888, tendo conquistado o mundo em apenas 30 anos. Tirar a ideia do papel e fazer com que o seu negócio fluísse foi algo tão espantoso que filiais da Kodak foram abertas em países como Reino Unido, Japão e Alemanha, lançando no mercado equipamentos portáteis, de fácil manuseio e a preços acessíveis à população, o que tornou a fotografia algo extremamente prazeroso e comum até os dias de hoje.

O que a Kodak não esperava era que o avanço das tecnologias digitais poderia acabar com um império que tinha sido construído do nada e avançado tão rapidamente pelo globo. O império começou a ruir a partir de 1994, quando outras empresas, como Apple e Sony, lançaram câmeras digitais destinados ao público geral.

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Com processos internos rígidos e morosos, a Kodak não conseguiu implementar mudanças importantes, nem mudar rápido. Mesmo sendo a mãe das câmeras digitais, tendo uma história de vida sobre como empreender, a Kodak não conseguiu manter a competitividade perante os concorrentes, que desenvolviam soluções inovadoras a todo vapor.

Desgastada pelo tempo, a Kodak não conseguiu mudar o seu modelo de negócio de forma que se tornasse mais ágil nas decisões e inovações. Em janeiro de 2012, a companhia apresentou falência de 6,75 bilhões de dólares.

A empresa hoje tenta uma retomada. A nova Kodak é uma empresa com duas áreas principais: Comercial e Consumo. A primeira agrupa equipamentos digitais para artes gráficas, software para impressão de imagens e duas linhas de produtos: imagem de entretenimento e filme comercial. O segmento Consumo cuidará das soluções para captura e impressão de embalagens flexíveis para produtos de consumo. Eles esperam lucrar 2,5 bilhões de dólares este ano.

Qual sua opinião sobre o caso da inovadora Kodak? Compartilhe nos comentários!

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