Nunca é tarde para criar sua startup

Nunca é tarde para criar sua startup

Eles aparecem nas revistas de economia, são manchetes nos cadernos de finanças dos principais jornais do mundo e se comportam como gurus do mundo dos negócios. Os jovens empreendedores que enriqueceram montando empresas como Apple, Microsoft ou Facebook ajudaram a criar o mito de que startup é sinônimo de juventude. Na verdade, a realidade mostra que o sucesso de um empreendimento não depende da idade de seu fundador.

Um estudo da Fundação Kauffman analisou o perfil dos fundadores de empresas bem-sucedidas nos Estados Unidos. Em média, tinham 39 anos ao começar o negócio. Segundo a pesquisa, a faixa etária do empreendedor não contribui para o sucesso ou fracasso do negócio. Ou seja, nunca é tarde para abrir a própria startup. O traço comum em todas as iniciativas de êxito é o desejo de realização.

Desafio 

O Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), uma das maiores incubadoras da América Latina, trabalha com perfis diferenciados de empreendedores. A faixa etária varia de acordo com a área do negócio. Startups de TI costumam ter fundadores na casa dos 30 anos. Já em Biotecnologia, a média de idade está entre 43 e 45 anos. Isto porque a maioria é formada por profissionais com  doutorado e longa experiência em pesquisa.

A Endeavor Brasil também analisou o perfil do empreendedor brasileiro. A pesquisa mostrou que ele tem entre 30 e 45 – ou seja, alguém que já saiu da juventude. Como principal característica, esse empresário apresenta uma permanente insatisfação e a busca incessante por resultados melhores. Se a taxa de crescimento da startup foi de 30%, não há comemoração; ele deseja 45%.

A mola que impulsiona o empreendedor se chama desafio. Não basta ter uma excelente ideia ou um plano de negócio estruturado. O empreendedor deve querer superar metas. Milhares de jovens brilhantes em todas as partes do mundo montam startups e fracassam. Por quê? Com certeza, um dos motivos é a ausência de atração pelo desafio.

Foco 

Os empreendedores com mais de 35 anos apresentam características que podem ser vantajosas no dia-a-dia de um startup. A primeira delas diz respeito à educação financeira. Normalmente são empreendedores que trazem experiência na administração de orçamentos, em formação de poupança e na definição de prioridades para investimentos. Além disso, estão dispostos a trabalhar 12 horas por dia, abrir mão de lazer e adiar por tempo indeterminado as tão sonhadas férias.

Ainda que a imagem das startups esteja intimamente ligada a projetos liderados por jovem, a chamada meia-idade concentra um número cada vez maior de empreendedores. Alguns atribuem o fato à crise típica da faixa etária. Outros acreditam que esse é o período da vida em que o profissional se sente mais preparado para abrir o próprio negócio.

Independentemente da motivação que leva o profissional a criar a startup, um elemento tem importância crucial – a oportunidade. Para identificar a chance de um bom negócio, ter expertise é indispensável. Aí entra em jogo o diferencial de quem já passou dos 35 anos.

Sucesso na maturidade

Um estudo analisou o perfil dos fundadores das empresas que integram a lista da Forbes. Foram excluídos da análise os casos em que as companhias recebidas como herança ou aquelas em que há forte participação estatal. Os fundadores das  corporações pesquisadas tinham em média 35 anos quando da criação das empresas. Para estes, não houve crise da meia-idade – apenas o desafio.

Três exemplos ainda mais radicais mostram que não há idade limite para o investidor. O primeiro deles é Charles Flint. Aos 61 anos, fundou a empresa que daria origem à IBM. Ainda viveu 24 anos para acompanhar o sucesso do investimento.

Do Brasil vêm os dois outros exemplos. Roberto Marinho, então com 61 anos e empresário de sucesso nos ramos de jornal e rádio, apostou todas as suas fichas em um negócio que ainda engatinhava no Brasil, a televisão.  Surgia, há 50 anos, a TV Globo.

Chamado por muitos de “serial empreendedor”, Ozires Silva ajudou a criar a Embraer na década de 1960. Desde então, teve participação em inúmeras empresas e sempre buscou novas oportunidades de negócios. Aos 80 anos, montou a BioPele, startup do setor de biotecnologia.

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