O santo remédio das marcas

O santo remédio das marcas

Desde que “demiti” meus clientes para atuar diretamente com o que eu acredito, venho enfrentando uma série de desafios. O maior deles é conseguir explicar o que a Glóbulo faz, de fato.

Branding, gestão de marcas, marcas de propósito, as opções são muitas. Embora eu ainda não tenha um nome para isso – já que invariavelmente sempre excluo algo quando tento rotular ou nos enquadrar numa categoria – penso bastante a respeito da medicina para as marcas.

Falo isso por acreditar que a depressão é o mal do século. Arrisco dizer, e me perdoem se pareço leviano, que a falta de um propósito é o grande responsável por vidas com uma programação ritmada e sem sentido. Marcas também são assim.

Jaime Troiano defende a importância de trabalhar de dentro pra fora. Propósito e cultura organizacional antes de planejamento estratégico e tática.

Acreditamos na personalidade das marcas, na importância de encontrar seu DNA. Quando uma empresa chega até a Glóbulo buscando uma solução milagrosa e imediata para o seu problema, a resposta é não. Não faremos porque não é possível.

Depois disso estar entendido, temos outra notícia não tão animadora: depende mais de você do que de nós. Como “médicos” de marcas, vamos buscar a causa, não apenas os sintomas. Vamos atrás de todos os possíveis desequilíbrios desse organismo vivo que está sufocado com uma nutrição inadequada e maus hábitos.

Feito isso, meu amigo, começa o desafio. Te daremos a receita com o que precisa ser feito, mas levar o tratamento adiante depende de você.

E, se não for o caso de você vir até nós, mais um conselho: tente, por você mesmo, identificar o real motivo da existência de sua ideia. Não por grana ou por fama. Tente entender o que faz de você um felizardo guardião desse porquê.

Se fizer sentido pra você, pode fazer sentido para outras pessoas. E assim, sendo real consigo mesmo, talvez haja mais facilidade de comunicar e ser entendido e desejado pelos outros.

Caso isso não aconteça assim, aí entra a grande depressão de se tentar ser o que não se é. A cura, simples assim, passa ser total responsabilidade sua, e não de seu “médico”.

Não pareça. Seja!

 

* Imagem via Pixabay

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  • http://www.regexti.com.br Reinaldo Torres

    “Falo isso por acreditar que a depressão é o mal do século. Arrisco dizer, e me perdoem se pareço leviano, que a falta de um propósito é o grande responsável por vidas com uma programação ritmada e sem sentido. Marcas também são assim.”

    Rapaz, eu penso a mesma coisa, eu me via nesse ritmo de viver uma vida ritmada e sem sentido e o que me fez enxergar esse mesmo ponto de vista, foi assistir uma palestra de um cara chamado Roberto Tranjan, com o tema de Metanóia na feira do empreendedor na FGV de SP. Afirmo que depois que enxerguei isso, me livrei do fantasma de pensamentos “depressivos” em minha vida e dos pensamentos negativos que me tiravam do rumo que quero chegar na montagem de minha empresa!

    Parabéns pelo artigo amigo!