O startupeiro e o programa Ídolos

O startupeiro e o programa Ídolos

Nesta semana enquanto assistia um episódio do programa Ídolos (hilário, diga-se de passagem) não pude deixar de comparar, mesmo que involuntariamente, aqueles personagens com o nosso mundinho das startups, principalmente com os presentes nas inúmeras competições de startups que acompanhamos por este Brasil afora.

Quatro perfis me chamaram atenção:

– O iludido

Afirma já ter sido “elogiado” por algum investidor (?) ou algum empreendedor famosinho. Este vai acreditar que sua ideia é genial por muito tempo. Em alguns casos consegue convencer outras pessoas a embarcarem em sua ilusão. Colocará a culpa em tudo o que for possível se não alcançar algum sucesso.



– O metódico

Faz o dever de casa. Prepara um pitch e uma apresentação bacana. Muitas das vezes está ali só pelo dinheiro (?) ou pela modinha. Pulará fora no primeiro obstáculo ou por outra nova “oportunidade irresistível”.

– O sem noção

Parece que teve a ideia a caminho da competição e montou os slides durante a apresentação anterior. Não consegue responder as perguntas mais básicas. Leu algo a respeito de startups e está em busca de um investidor para sua ideia (?).

– O avaliador

Consegue apenas avaliar a técnica de apresentação e filtrar os realmente ruins. Pode até fazer uma análise mais aprofundada se for um especialista (?) no mercado em questão. Sua grande vantagem é provavelmente já ter visto dezenas, centenas ou até milhares de apresentações e conseguir fazer um filtro comparativo. Não tem a menor condição de avaliar se o negócio será ou não um sucesso. Na maioria dos casos é como o Supla avaliar um cantor de pagode.

E você, concorda com estas comparações?

Quais outros perfis tem visto por aí?

 

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  • http://facebook.com/profile.php?id=1348277918 Tiago Brandes

    Muito bom! tem mais um:

    O Rockstar

    Empolga a platéia com seu pitch cheio de energia, praticado ao extremo. Freqüentemente já visitou o Vale do Silício, sendo admirado por isso. Parece que não aprendeu nada lá, porque o modelo de negócios não tem conexão com a realidade. Vai desistir no primeiro ano, quando perceber que o Brasil é diferente do Vale.