Saia da zona de conforto e faça o que é realmente importante para sua startup

Saia da zona de conforto e faça o que é realmente importante para sua startup

O que fazer depois de ter uma idéia? Como tirar minha startup do papel? Essas são perguntas que sempre aparecem na cabeça de quem está começando a empreender. Se esse é seu caso, aproveite porque este post será muito útil e ainda fará você economizar tempo e dinheiro.

Antes de entrarmos no assunto e para seguir com um exemplo prático, contaremos com a ajuda do meu amigo e empreendedor Bob. Para quem ainda não conhece, estou construindo o Modelo de Negócios da startup do Bob e compartilhando as dicas numa série de 9 posts.

Para quem está acompanhando a série com o Bob fica fácil responder a primeira pergunta (o que fazer depois de ter uma idéia?): criar o modelo de negócios, o famoso Canvas da sua ideia; tirar a ideia da cabeça e colocar no papel.

Responder a segunda pergunta já não é tão fácil assim. Depois do modelo de negócios pronto é a hora de planejar os próximos passos para começar a transformar uma ideia em realidade. Até aqui tudo OK, o grande problema é que “transformar uma ideia em realidade” pode significar um monte de coisas dependendo do modelo mental de cada um.

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Um consultor pode entender que “transformar uma ideia em realidade” significa criar o plano de negócios, um desenvolvedor pode entender que significa começar a criar o aplicativo, um designer pode entender que significa começar a criar as telas, um publicitário pode entender que significa começar a pensar nas campanhas, um jornalista pode entender que significa começar a pensar nas releases para imprensa, um engenheiro de software pode entender que significa começar e especificar a arquitetura etc. A lista é infinita e esse impulso é natural, sempre pensamos em começar pela parte que mais dominamos.

É por causa disso que vários clientes chegam com projetos desequilibrados, onde avançaram muito numa área e esqueceram completamente do restante. O caso do Bob não foi diferente, ele chegou para conversar com todo o aplicativo especificado e com a usabilidade pensada. Estou pronto para colocar a mão na massa e criar minha startup, disse ele. Se mantivesse esse caminho o Bob seria mais um empreendedor com um aplicativo desenvolvido para ninguém usar. Definitivamente não é isso que queremos!



Para sair da zona de conforto e evitar esses avanços desordenados o que fazemos aqui na Bizstart é começar com uma análise dos riscos envolvidos no modelo de negócios. Risco é aquela incerteza que se acontecer você tomará algum prejuízo. Por exemplo, para mim a flutuação de preço da ação da Vale é uma incerteza, mas não um risco já que não tenho papeis dela e não terei prejuízos.

Com modelo de negócios seguimos a mesma lógica, sempre respondendo: o que você não tem certeza sobre seu modelo de negócios e se acontecer sua startup será prejudicada? Esses serão os principais riscos do seu modelo de negócios.

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Depois de levantar todos os riscos seu trabalho deveria ser atacar cada um dos riscos, do maior para o menor, para eles deixarem de ser riscos e tornarem-se aprendizado. É isso que o Bob deveria ter feito e não aprofundado construindo um monte de coisas em cima de premissas altamente arriscadas.

Olhe para o seu negócio agora, onde você acha que estarão os maiores riscos? Nas áreas que você conhece mais? Se você é um designer, acha mesmo que a parte mais arriscada é a construção das telas? Se você domina tecnologia, acha mesmo que o maior risco é o tecnológico? Se não – e eu espero que tenha concluído isso – por que você investe boa parte dos seus esforços nessas áreas e deixa as mais arriscadas de lado? Parece meio estranho né? É que o ser humano adora segurança, mas permanecer nessas zonas de conforto pode significar a morte da sua startup.

Então, saia da zona de conforto e parta para cima do que é mais arriscado para a sobrevivência da sua startup! Ninguém mais fará isso por você!

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