Seu sucesso é baseado em Métricas de Vaidade?

Seu sucesso é baseado em Métricas de Vaidade?

 

No desenvolvimento de uma startup, um dos momentos mais difíceis (e importantes) é a hora de medir suas ações. A empresa está tendo sucesso nas suas práticas?

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Fundamental para responder essa pergunta e extrair o melhor dos experimentos, as métricas são as melhores amigas do empreendedor em muitas situações. Porém, devemos atentar ao que Eric Ries, em “A Startup Enxuta”, chama de Métricas de Vaidade.

As Métricas de Vaidade são dados usados para medir o desempenho da empresa, mas  que tem pouca utilidade real e levam o empreendedor a tirar conclusões precipitadas – ou mesmo nenhuma conclusão.



Vamos trazer o próprio exemplo do livro que retrata bem o perigo das Métricas de Vaidade. Supomos que um site use o número de visitas como métrica e registre 40 mil visitas no mês, um recorde. Porém, não se sabe da onde vieram esses 40 mil. São resultado de um novo recurso? De uma ação de marketing? Cada página visualizada é considerada uma visita?

Esse tipo métrica nos leva a um comportamento natural: quando os números são positivos, associamos às nossas ações; quando são negativos, a falha vem do trabalho de outros. Por isso, é muito comum, em uma situação como a descrita, a equipe de desenvolvimento e de marketing baterem cabeça, cada um defendendo suas ações como responsáveis pelo “sucesso” alcançado.

É por isso que devemos ter em mente os 3 A’s das boas métricas: Acionável, Acessível e Auditável. Na hora de elencar os dados a serem usados para medir um experimento, lembre-se deles e fuja das Métricas de Vaidade! Falemos um pouco de cada um.

  • Acionável

 A métrica deve gerar um relatório que demonstra causa e efeito claros. Ou seja, você não deve ter dúvidas sobre o que fazer para reproduzir os resultados obtidos. Desta forma, será possível aprender a partir das ações analisadas e evitar as métricas que não geram nenhuma conclusão decente.

  • Acessível

Os relatórios devem ser facilmente entendidos pelos funcionários. Para isso, use unidades tangíveis e concretas. De preferência, associada a um comportamento do usuário. Por exemplo, uma visita a um site pode significar um registro, um download ou uma dúvida. Especifique para que a métrica reflita as pessoas, e não apenas um amontoado de números. Deixe seus funcionários acessarem os relatórios a qualquer hora também, o acesso de todos às métricas deve ser um hábito.

  • Auditável 

Os funcionários devem confiar nos dados obtidos. Em um momento de falha, pode ser comum culpá-los no lugar de assumir o erro. Para resolver isso, lembre-se que “métricas também são pessoas”: deve-se poder conferir uma amostra dos dados com clientes reais, se for necessário. Além disso, entrevistas para confirmar os resultados podem gerar insights preciosos. Também é importante que o os mecanismos que geram os relatórios não sejam complexos, priorizando aqueles gerados pelos “dados mestres”.

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Você tem utilizado métricas apropriadas para o aprendizado? Já caiu na armadilha das Métricas de Vaidade? Conte pra gente e não esqueça de compartilhar o conteúdo com a sua comunidade!

Lembrando que esse conteúdo vem de Eric Ries, e você pode se aprofundar com o livro  “A Startup Enxuta” e com nosso curso on-line de Lean Startup.

 

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